Indústria planeja construir dutos para transportar etanol de Sinop a São Paulo; R$ 22 bilhões
Joel Lins · 23 de setembro de 2026 · 2 min de leitura

Fonte: www.sonoticias.com.br
A Inpasa, uma das principais indústrias de etanol à base de milho no Brasil, elaborou um projeto para construir dois dutos para movimentação de combustíveis entre Sinop e Paulínia (SP), numa extensão de 2,1 mil quilômetros para transportar 13,3 milhões de metros cúbicos de etanol até Paulínia, principal polo de distribuição de combustíveis do país e, de lá, ao Porto de Santos para exportação. Um segundo duto levará 6,6 milhões de m³ de derivados de petróleo de Paulínia rumo ao Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde há plantas da indústria de etanol. O investimento previsto é de R$ 22 bilhões.
O trecho 1 do projeto liga Sinop a Nova Mutum, conectando as duas plantas da usina e seguindo o eixo da BR-163, com estação de bombeamento intermediária em Primavera (Sorriso). No trecho 2, o duto vai de Nova Mutum a Rondonópolis, passando pelas regiões de Rosário Oeste, Cuiabá e São Vicente da Serra. No trecho 3, sai de Rondonópolis sentido Paulínia, conecta Rondonópolis a Campo Grande (MS) e segue até o polo petroquímico de Paulínia (SP), ficando os dutos paralelos à faixa de servidão do Gasoduto Bolívia-Brasil.
Redução estimada em cerca de 225 mil viagens de caminhão por ano e queda de aproximadamente 500 mil toneladas de emissões de carbono anualmente.
O projeto foi apresentado, há poucos dias, ao Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) para obtenção de licença ambiental. A partir do licenciamento, deve ser anunciado o prazo para o início da obra, que estará entre as maiores do segmento no país. A previsão é que a obra dure 5 anos e, nesse período, gere, em média, 4 mil empregos diretos.
A produção de etanol à base de milho, nas regiões Norte e Médio Norte de Mato Grosso, vem crescendo ano a ano. Estatísticas recentes indicam que a produção regional aumentou de 11,3 milhões para 16,2 milhões de metros cúbicos, aproximando-se de responder por 50% da produção nacional.



