IFMT Campus Campo Novo do Parecis aprova cinco projetos de pesquisa com financiamento institucional

Com investimento interno nos Editais 167, 168 e 171/2026, iniciativas abrangem inteligência artificial, bebidas probióticas regionais, manejo de solo, perfil […]

Joel Lins · 16 de setembro de 2026 · 4 min de leitura

IFMT Campus Campo Novo do Parecis aprova cinco projetos de pesquisa com financiamento institucional

Cinco novas propostas de pesquisadores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) – Campus Campo Novo do Parecis acabam de receber aprovação e financiamento interno, resultado da avaliação dos Editais 167, 168 e 171/2026. Os projetos contemplados atravessam áreas tão diversas quanto a detecção de textos gerados por inteligência artificial, a fermentação de bebidas probióticas, o manejo sustentável do solo, as identidades territoriais dos estudantes e a organização da próxima Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão do câmpus.

Juntas, as iniciativas reforçam o papel do câmpus como polo de produção científica na região do Parecis, conectando docentes, estudantes bolsistas e temas de relevância local, nacional e institucional.

Detectando o Detector: inteligência artificial sob investigação

Coordenado pelo Dr. Ricardo Marques Macedo, o projeto de iniciação científica júnior “Detectando o Detector: uma avaliação comparativa de ferramentas de identificação de textos gerados por Inteligência Artificial em produções acadêmicas” (Edital 168/2026) parte de um problema cada vez mais presente nas salas de aula: a confiabilidade de ferramentas como Turnitin AI, GPTZero, Copyleaks e ZeroGPT na identificação de textos não autorais.

O objetivo final é produzir um material para orientar docentes da rede técnica na leitura crítica dos resultados desses sistemas, dando continuidade à linha de pesquisa sobre IA e produção textual já desenvolvida em edição anterior.

Kombuchas de bacupari e macaúba: sabor regional sob a lente da microbiologia

Sob coordenação da Dra. Clara Suprani Marques, o projeto “Produção e análise da microbiota natural de kombuchas saborizadas com frutos regionais” (Edital 168/2026) propõe produzir kombuchas — bebida fermentada por bactérias acéticas e leveduras, o SCOBY — saborizadas com frutas típicas da região, como bacupari e macaúba.

As bebidas serão caracterizadas por análises microbiológicas (bactérias láticas e acéticas, fungos filamentosos, leveduras, coliformes totais e Escherichia coli) e físico-químicas (pH, acidez, sólidos solúveis e cor), acompanhadas ao longo da fermentação e vinte dias após a segunda etapa do processo. O projeto conecta valorização de frutos regionais e produção de conhecimento científico sobre um produto em ascensão no mercado brasileiro.

Solo saudável, colheita sustentável: quinta safra de um experimento de longo prazo

A Dra. Franciele Caroline de Assis Valadão dá continuidade a um dos experimentos mais longevos do câmpus com o projeto “Sistemas de manejo visando incremento de matéria orgânica do solo: 2026/27” (Edital 168/2026). Iniciado na safra 2022/23 e mantido ano após ano, o experimento avalia onze tratamentos distintos de manejo do solo em segunda safra — do milho consorciado com Crotalaria ao uso de biocarvão e produtos biológicos — sucedidos pelo cultivo de soja.

A hipótese central é que os reais benefícios do incremento de matéria orgânica do solo só podem ser mensurados em anos consecutivos de observação. Com a consolidação da área experimental, o câmpus caminha para se tornar referência em manejo sustentável do solo no Instituto Federal de Mato Grosso, subsidiando alternativas ao monocultivo para a comunidade acadêmica e produtiva da região.

Territórios que chegam à escola: quem são os estudantes do Campus

O Msc. Diogo Sene coordena o projeto “Territórios que chegam à escola: origens, identidades, experiências culturais e projetos de futuro entre estudantes do IFMT – Campus Campo Novo do Parecis” (Edital 167/2026), que investiga como as trajetórias territoriais e familiares dos estudantes dos cursos técnicos integrados se relacionam com suas identidades, seus vínculos com a escola e seus projetos de futuro.

Com abordagem quali-quantitativa e perspectiva crítica, intercultural e decolonial, a pesquisa combina questionário sociocultural, entrevistas semiestruturadas e observação participante. Os resultados devem gerar um diagnóstico sociocultural do corpo discente, relatório institucional e produção científica, subsidiando ações de acolhimento, permanência e inclusão no câmpus.

VII JENPEX já tem data marcada

Por fim, o Msc. Otávio Bonjiovanne Lourenço coordena o projeto de organização da “VII Jornada de Ensino, Pesquisa e Extensão 2026 – Ciência de Dados como Ferramenta Educacional: Tendências e Perspectivas no Ensino, Pesquisa e Extensão” (Edital 171/2026). O evento acontece em novembro de 2026 e será protagonizado pelos próprios estudantes do câmpus.

A VII JENPEX reunirá apresentações de trabalhos acadêmicos, oficinas e feira de ciências, com o objetivo de aproximar a comunidade interna e externa por meio do conhecimento produzido no IFMT, ampliando a visibilidade dos projetos de pesquisa e extensão desenvolvidos pelos estudantes.

CompartilharWhatsAppFacebookX